quarta-feira, 11 de março de 2009

IJC eleito para a presidência do Conselho Nacional de Juventude

A eleição para a presidência e vice-presidência do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) foi realizada nesta tarde (10/3), às 14h, na sede do Conselho, em Brasília. O ex-Diretor Presidente do Instituto de Juventude Contemporânea e representante do IJC no Conjuve foi eleito por uma margem de 38 votos, derrotando o também candidato Valério Bemfica, representante do Centro Popular de Cultura.No ano passado, a presidência e vice-presidência foram exercidas, respectivamente, por Danilo Moreira, que é secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, e Maria Virgínia de Freitas, representante da ONG Ação Educativa. O Conjuve é composto por 2/3 de representantes da sociedade civil e 1/3 de representantes governamentais, que são eleitos para um mandato de dois anos.Neste ano de 2009 o IJC comemora dez anos de atuação direta junto à juventude cearense. A eleição para o Conselho significa mais um marco para a trajetória de vitórias alcançadas pelo IJC, que começou nas pastorais sociais, a partir da necessidade de construir um instrumento de ação direta junto à juventude. O Instituto desenvolve prática político-social, que visa o Protagonismo da juventude na sociedade, contribuindo para a construção de uma sociedade justa, democrática, fraterna e sustentável. A Coordenadora de Programas do IJC, Camila Brandão, acredita que "David leva os princípios e os valores da nossa Instituição e pode oportunizar ao Conjuve ter uma relação mais próxima com organizações e movimentos juvenis, tendo em vista consolidar a política nacional de juventude como política de Estado”.O Conjuve desempenha importante papel na consolidação da política nacional de juventude, com forte intervenção para a realização da 1ª Conferência Nacional de Juventude, realizada em Brasília, em abril de 2008. O colegiado acompanhará de perto as atividades do Congresso Nacional, onde tramitam projetos importantes, como a PEC da Juventude, já aprovada na Câmara dos Deputados.

Ato contra Folha reúne 400 em SP



Cerca de 400 pessoas se reuniram na manhã deste sábado em frente à sede da Folha de S.Paulo (região central paulistana), em protesto contra o pavoroso neologismo “ditabranda”, criado e publicado pelo jornal em seu editorial “Limites a Chávez”, no dia 17 de fevereiro pp.Na editorial para criticar a vitória do “sim” no referendo que, democraticamente e por decisão soberana do povo da Venezuela, permitirá a reeleição do presidente Hugo Chávez, a Folha alinhou os 21 anos de ditadura militar imposta ao povo brasileiro entre “as chamadas ‘ditabrandas’ (de) países que partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça (...)”A FSP respondeu de forma enviesada e com visível má vontade as inúmeras cartas de protesto que recebeu contra o editorial. Aproveitou para agredir dois professores da Universidade de São Paulo (USP) que lhe escreveram, o advogado Fabio Konder Comparato e a educadora Maria Victória Benevides. O jornal considerou a indignação manifestada pelos dois como “cínica e mentirosa”.Críticas à cobertura dos movimentos social e sindicalHoje representantes de entidades como a Marcha Mundial pela Paz e pela Não Violência, União Nacional dos Estudantes (UNE), os sindicatos dos Bancários e dos Funcionários dos Correios de São Paulo, marcaram presença no ato organizado pelo Movimento dos Sem Mídia.

Wiliam Mendes
William Mendes, do Sindicato dos Bancários, declarou: “Estou muito preocupado com o amanhã porque esse veículo de comunicação (Folha), e os demais da grande mídia, querem refazer a história”. Criticando a cobertura dada pela mídia às manifestações sociais e sindicais, Mendes completou: “na Folha, estudante que fizer alguma manifestação é baderneiro. E como é tratado o movimento sindical e social? (...) Precisamos ficar atentos a essas leituras”."Em 1987- rememorou o sindicalista - numa greve colocamos 5 mil bancários na porta do jornal porque a Folha não deu uma linha (sobre a paralisação). Se há um protesto dos bancários, o que vai ser divulgado (pela mídia) é o quanto nós atrapalhamos o trânsito, e não nossas reivindicações”.

terça-feira, 10 de março de 2009

Bolsistas do ProUni elevam qualidade e mudam perfil do ensino superior, diz secretária do MEC

http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=74705&Itemid=195
A secretária do Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Maria Paula Bucci, afirmou que o bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) ajudam a elevar a qualidade dos cursos universitários do país. Em entrevista concedida à Agência Brasil, ela disse que estudos feitos por meio do Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade) demonstram que o desempenho desses estudantes ajuda a qualificar as faculdades em que eles estudam.
“Como o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] é critério obrigatório de ingresso no ProUni e eles têm que ter uma pontuação elevada, os bolsistas já entram qualificando os cursos”, disse ela.
De acordo com Maria Paula, reitores de universidades que aderiram ao programa relatam que os alunos bolsistas mudam a dinâmica da universidade: eles usam mais as bibliotecas assim como aproveitam mais o que a universidade oferece aos seus estudantes. “Hoje, se você compara a média dos alunos do Prouni e dos alunos fora do ProUni no Enade, os alunos do Prouni são melhores”, disse.
“Você tem que ter 75% de aproveitamento para manter a bolsa”, complementou a bolsista recém-formada, Camila Correia dos Santos, 25 anos, citando um dos motivos do empenho. "Se você não se esforçar, perde."
Os levantamentos realizados com os estudantes revelam que a dedicação dos bolsistas ao estudos é maior justamente pela importância do Ensino Superior para eles. A pesquisa realizada pela doutoranda em Educação Fabiana Costa com alunos da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) mostra que, 93,7% dos bolsistas do programa são os primeiros membros de suas famílias a cursar uma faculdade, enquanto só 33% dos não-bolsistas estão nesta situação.
Segundo o estudo, 12,8% dos pais dos bolsistas não concluem sequer o Ensino Fundamental e 51,1% só estudaram até a 4ª série. Já entre os não bolsistas, 0,4% dos pais não concluiram o Ensino Fundamental e 4,2% deixaram a escola depois após concluí-lo.
Já quanto a renda dos estudantes, 31,7% dos bolsistas têm renda familiar de até três salário mínimos, enquanto só 6,7% dos não-bolsistas estão nesta condição. Já entre os que têm renda familiar superior a dez salários mínimos, os bolsistas são 20% enquanto os não-bolsistas, 67,9%.
Só 26,2% dos bolsistas do programa não trabalham e 12,3% são o principal mantenedor de sua família. Entre os não bolsistas, 46,9% não trabalham e 1,9% sustentam a família
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quinta-feira, 5 de março de 2009

I Encontro das Lutas Juvenis no Fórum Social Mundial 2009

A década de 90 representou um período de intensas derrotas no campo dos direitos sociais do povo brasileiro atingindo de forma mais intensa os (as) jovens. A crise estrutural de emprego, somada à flexibilização dos direitos trabalhistas, as privatizações do Estado, a ausência de políticas sociais e abertura destemida ao mercado internacional, intensificaram a desigualdade social no país e prejudicaram a possibilidade de emancipação dos/as jovens brasileiros.

Nesta mesma década o debate em torno das políticas públicas de juventude surge impulsionado pelos debates de pesquisadores, gestores públiocs e de organizações nacionais e internacionais que demarcavam a necessidade de compreender o/a jovem em sua diversidade e singularidade, com demandas próprias de sua condição juvenil atual.

A organização da I Conferência Nacional de Juventude em 2008 é um marco na história brasileira no sentido de apontar prioridades para o desenvolvimento de uma política integral de Estado para os/as jovens. Contudo, é evidente a falta de espaços de articulação e construção de agendas comuns entre os movimentos juvenis brasileiros para que fortaleçam suas pautas, já que os poucos momentos de encontro se resumem a espaços institucionais criados pelos governos e parlamentos.

O 9º Fórum Social Mundial, em Belém do Pará, foi um espaço importante para a organização da juventude brasileira. Nele se realizou na Tenda do Mundo do Trabalho o I Encontro das Lutas Juvenis organizado pelo Fórum de Movimentos e Organizações Juvenis (FNMOJ) que contou aproximadamente com 300 participantes, organizados nas mais variadas institucionalidades do campo e da cidade: sindicatos, agremiações estudantis, ong’s, quilombos, tribos, associações comunitárias, movimentos informais, redes, entre outros.

O I Encontro das Lutas Juvenis foi o espaço das bandeiras de lutas de movimentos sociais, coletivos e redes juvenis do Brasil e também de paises da América Latina, fortalecendo assim, a perspectiva de construção de um mundo mais justo, mais solidário e socialista e teve como resultado o início da construção de uma plataforma comum de reivindicações para as diversas expressões organizadas de juventude.

O I Encontro das Lutas Juvenis marcou uma nova forma de atuação da juventude no FSM, agora não apenas restrita ao território do Acampamento Intercontinental da Juventude e sim ocupando toda extensão do território do FSM. Esse movimento aponta que os/as jovens não desejam apenas o fortalecimento de pautas específicas, mas querem o diálogo intergeracional e lutam por políticas universais e bandeiras históricas dos movimentos sociais brasileiros. Contrariando assim a lógica que vincula a geração jovem do século 21 ao consumismo e à efemeridade de sujeitos passivos, despolitizados e apáticos a qualquer possibilidade de transformação social.

O Fórum Social Mundial configurou-se como o espaço mais importante para a construção da resistência à globalização capitalista. No atual contexto de crise do neoliberalismo em escala mundial, precisamos dar respostas para superar a situação de extrema exploração dos/das jovens, seja pela necessidade de trabalhar cada vez mais precocemente, seja pelo seu impedimento ao acesso à cultura, ao lazer, à educação e até mesmo à vida digna.

O I Encontro das Lutas contribuiu para o estabelecimento do diálogo entre movimentos “tradicionais” (sindical e estudantil) e movimentos com outra tradição política (culturais e comunitários). Sinalizando que essa nova geração política, articulada em diferentes organizações e mobilizações juvenis, traz consigo a possibilidade da renovação das práticas políticas e demonstrando que está disposta, mesmo dentro de sua diversidade, a encontrar o que unifica, fortalecendo a ação coletiva.

No encontro anunciamos a tarefa urgente de construir uma plataforma política que reúna o conjunto de reivindicações da juventude organizada, em coletivos e movimentos, enquanto uma importante ferramenta para a mobilização juvenil. Um instrumento que seja capaz de pressionar o Estado em suas diversas esferas de poder para a criação e promoção de políticas públicas de universalização dos direitos sociais, civis, políticos e econômicos da juventude.

O Encontro foi também um momento para fortalecer e ampliar o Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis que surge da necessidade de articular mais intensamente a sociedade civil, principalmente os/as jovens de movimentos e aqueles que trabalham com o tema, no processo de construção das Políticas Públicas para essa parcela da população.

O desafio agora é construir o II Encontro das Lutas Juvenis, momento de aprimoramento da plataforma inicial elaborada no FSM na perspectiva de organizar campanhas nacionais unificadas e também de aprofundar o debate sobre os contornos organizativos que devem ser assumidos pelo FNMOJ para que este possa ter um papel protagonista no país de se consolidar como um importante espaço de encontro, articulação, irradiação de lutas das juventudes para todo o território nacional e de intervenção política.
André Marinho (Cut/Rio), Emanoel Sobrinho (Movimento de Organização Comunitária), Gabriel Medina (Coletivo Za-ha-wi Araraquara/SP), Gabriela Barbosa (Associação Alternativa Terra Azul/ CE e REJUMA), Marjorie Botelho (Instituto de Imagem e Cidadania/RJ)

O Conselho Municipal de Juventude e seus desafios

O debate sobre a Juventude no Brasil é muito recente e ganha visibilidade na agenda pública após a crise do mercado formal de trabalho da década de 90.
A juventude é vítima de um sistema econômico e social, que além de promover sua alienação vista apenas como mercado consumidor, não gera as mínimas condições de inseri - lá com dignidade no mercado de trabalho, portanto a impede de ingressar no mundo adulto emancipadamente.
O tema da Juventude avançou na cidade. Diversas iniciativas foram tomadas na gestão do então prefeito Edinho (PT) que apontou a juventude como segmento social relevante e sujeito de direitos específicos. A principal iniciativa sem dúvida foi a criação do Conselho Municipal de Juventude (COMJUVE) e da Assessoria Especial de Políticas de Juventude – AEPJ.
A criação do COMJUVE e da AEPJ tinha uma visão clara de que era preciso um espaço para que os jovens de Araraquara pudessem expressar suas necessidades e anseios. Essa visão esbarra no velho método dos jovens serem representados por adultos “experts” que adoram utilizar frases como: “eu sei como é isso, já fui jovem” ou “sou jovem de espírito”, desconsiderando as abruptas mudanças ocorridas nas últimas décadas que mudaram significativamente a experiência de ser jovem na sociedade.
A partir deste avanço no desenho institucional do governo, importantes iniciativas foram elaboradas e realizadas por e com os jovens, como o Mapa Municipal da Juventude, o Guia de Políticas e a Conferência Municipal de Juventude, Ciclo de Reflexão e Debate, ações que viabilizaram a elaboração de um Plano Municipal de Juventude, documento este que estabelece a concepção de políticas públicas voltados para esse segmento.
O COMJUVE se constitui em um espaço fundamental de manifestação das “vozes jovens”, de construção de políticas com “as juventudes”, inclusive foi o único conselho a organizar um debate com os candidatos ao executivo que sinalizou a importância do desenvolvimento de políticas públicas integrais e intersetoriais no conjunto da administração pública.
Infelizmente, foi enviado pelo governo municipal, por meio da AEPJ, nota à imprensa publicada domingo (01/03) em nome do COMJUVE que não foi deliberada, discutida ou sequer informada aos membros do Conselho. Uma demonstração clara que existe confusão de papéis entre governo e sociedade civil, já que o COMJUVE, assim como todos os conselhos, é um espaço de participação e controle social do Estado, autônomo e, legalmente, deve falar por si.
O desafio do COMJUVE é contribuir para que as Políticas Públicas de Juventude avancem e se consolidem no município para assegurar aos jovens de Araraquara qualidade de vida e dignidade. Para isso, a AEPJ precisa se debruçar no acúmulo teórico e político alcançado pela última administração, ou mesmo produzir uma elaboração política nova e consistente que demonstre maior maturidade e compromisso com a defesa dos direitos sociais e políticos da juventude da cidade.

Gabriel Medina – Psicólogo
Coordenadoria de Participação Popular 2007
Gabriela Palombo –Graduanda em Ciências Sociais
Assessoria de Políticas de Juventude 2008

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Avanços e contradições

FOLHA DE SÃO PAULO – 15-12-08
Marina Silva

ENCERRADA a conferência de Poznan sobre mudança do clima, o saldo do Brasil é um importante e justo reconhecimento à sua política de metas de combate ao desmatamento, por parte de Al Gore, Ban Ki-moon, Nicholas Stern e muitos outros participantes. Com isso, aumenta o espaço de liderança brasileira na transição entre o protocolo de Kyoto e o regime que o sucederá a partir de 2012.
Nossa compreensível satisfação não pode, contudo, inibir a pressão sobre os países ricos para que cumpram suas metas obrigatórias. Embora, em tese, todos se proponham a agir, a fragmentação de caminhos é tal que a correlação necessária a uma estratégia global parece estar se diluindo.
Esvai-se a noção do dever entre os maiores responsáveis pelas emissões de gases que aceleram a mudança do clima. Em seu lugar, entra uma espécie de voluntariado.
Faz quem quer, como e quando quiser. Assim, quando países em desenvolvimento são elogiados por assumirem metas, é preciso lembrar que respondem por 20% das emissões. O foco principal precisa permanecer nos países ricos, que respondem por 80% e fazem tão pouco e com tanto rodeio. Que não fique a impressão de que agora a coisa vai porque os países em desenvolvimento vão fazer sua lição de casa.
No Brasil, o estabelecimento de metas coroa um processo impulsionado por um grande investimento em medidas e políticas estruturantes. Até por isso, temos moral para cobrar, dos países ricos, ética e cumprimento integral daquilo que estão devendo à humanidade e ao planeta.
Fragiliza-nos, porém, um paradoxo. Enquanto nossos representantes ostentavam em Poznan o programa de metas de redução de desmatamento, aqui era assinado decreto anistiando por um ano as multas por desmatamento. E os beneficiados diziam com todas as letras que, longe de entenderem esse período como de adaptação às normas de proteção ambiental, vêem-no como prazo para revogá-las de vez.
Não é a primeira vez que isso acontece. Na convenção da biodiversidade, o Brasil era visto como o país de postura mais proativa para a criação de um regime internacional para regular o acesso aos recursos genéticos e remunerar adequadamente as comunidades tradicionais por seus conhecimentos associados a esses recursos. Ao mesmo tempo, protelava-se aqui a aprovação de lei específica para regular esse acesso. E assim continua. O projeto está há dois anos na Casa Civil.
Gestos bem acolhidos pela sociedade brasileira e pela comunidade internacional têm que corresponder a atitudes coerentes ou estaremos sempre esvaziando as nossas próprias vitórias.

Ministério da Saude lança série de programas educativos para a TV

15/12/2008 – INFORMAÇÃO
Durante o lançamento da minissérie Vila Saúde, ministro José Gomes Temporão pede a emissoras de TV públicas e corporativas apoio na exibição do material
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, solicitou a representantes de emissoras de TV públicas e corporativas apoio na exibição dos capítulos da minissérie Vila Saúde, projeto que tem o objetivo de estimular a vida saudável por meio de dicas e informações úteis à saúde da população.
“É um eixo bastante interessante para ser usado também em empresas, sindicatos e escolas. Só se fortalece, de fato, um sistema público de saúde, quando se trabalha a comunicação e a informação de maneira mais estratégica”, disse o ministro Temporão durante a cerimônia de lançamento do Vila Saúde, nesta segunda-feira (15), em Brasília.
Vila Saúde é um conjunto de filmes educativos em formato de episódios temáticos de curta duração. Os quatro primeiros capítulos da série tratam dos seguintes temas: dengue; hipertensão e diabetes; planejamento familiar; tuberculose e hanseníase. A veiculação será feita em emissoras que se dispuserem a abrir um espaço em sua grade para a veiculação gratuita do material.
A série será exibida voluntariamente em televisões, circuito internos de televisão, escolas, sindicatos, entidades de classe, grupos comunitários. As emissoras interessadas em receber o DVD com os programetes finalizados podem solicitar pelo email midia@saude. gov.br ou pelo telefone (61) 3315-3489.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Comissão do Senado aprova projeto que restringe meia-entrada

RENATA GIRALDI da Folha Online, em Brasília

A Comissão de Educação e Cultura do Senado aprovou, por 14 votos favoráveis a 7 contrários, nesta terça-feira fixação de 40% de cota para a venda de meia-entrada em todo o país.

"As cotas hoje vão garantir o fim da meia-entrada" , afirmou Lúcia Stumpf
A proposta ainda tem de ser submetida a discussões na Câmara e, se modificada, retornará ao Senado. Artistas famosos fizeram vigília na comissão e acompanharam a votação.
A pressão dos artistas e dos estudantes, contrários à medida, dividiu a opinião dos parlamentares.
Pela proposta aprovada, o controle das cotas será feito por um conselho, comando pelo governo federal, que vai definir ainda sobre a possível venda antecipada dos ingressos.
A medida vai valer para espetáculos, salas de cinema e também eventos esportivos, incluindo museus e circos.
Os artistas apelam ainda para que a União, os Estados e os municípios arquem com um percentual como contrapartida para viabilizar a execução dos projetos culturais no país. Este item não está na proposta em discussão.
A presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Lúcia Stumpf, disse que o ideal era fiscalizar a emissão das carteiras de estudantes e não fixar cotas. "As cotas hoje vão garantir o fim da meia-entrada" , disse ela.
Já os artistas ressaltaram que com a fixação de cota será possível reduzir o valor dos preços dos ingressos em até 40%.

Aprovada cota para negros, índios e pobres em escolas federais

Aprovada cota para negros, índios e pobres em escolas federaisAgência CâmaraBRASÍLIA - A Câmara aprovou nesta quarta-feira projeto que reserva no mínimo 50% das vagas nas universidades públicas federais para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas. A proposta, da deputada Nice Lobão (DEM-MA), foi aprovada na forma do substitutivo aprovado em 2005 pela Comissão de Educação e Cultura, elaborado pelo deputado Carlos Abicalil (PT-MS). O projeto segue para o Senado.O Plenário aprovou emenda que destina metade das vagas reservadas aos estudantes oriundos de famílias com renda per capita de até 1/5 salário mínimo e metade por estudantes que se declarem negros, pardos e indígenas. No caso de não-preenchimento das vagas segundo esses critérios, aquelas remanescentes deverão ser completadas por estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, lembrou que hoje se comemora o Dia da Consciência Negra. Segundo ele, essa proposta tem todo o conteúdo de justiça social e o fato de ter havido um acordo entre os partidos para sua aprovação "aumenta sua grandeza".De acordo com o texto aprovado, as universidades públicas deverão selecionar os alunos do ensino médio em escolas públicas tendo como base o coeficiente de rendimento, obtido através de média aritmética das notas ou menções obtidas no período, considerando- se o currículo comum a ser estabelecido pelo Ministério da Educação. O texto faculta às instituições privadas de ensino superior o mesmo regime de cotas em seus exames de ingresso.O substitutivo de Abicalil também determina semelhante regra de cotas para as instituições federais de ensino técnico de nível médio. Elas deverão reservar, em cada concurso de seleção para ingresso em seus cursos, no mínimo 50% de suas vagas para alunos que tenham cursado integralmente o ensino fundamental em escolas públicas.Nessas escolas se aplicará o mesmo critério das universidades para a admissão de negros e indígenas e para o caso de não-preenchimento dessas vagas.Caberá ao Ministério da Educação e à Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, ouvida a Fundação Nacional do Índio (Funai), o acompanhamento e avaliação desse programa de cotas. Após dez anos, o Poder Executivo promoverá a revisão do programa.As universidades terão o prazo de quatro anos para o cumprimento das regras, implementando no mínimo 25% da reserva de vagas determinada pelo texto a cada ano.A autora do projeto original, deputada Nice Lobão, argumenta que o ideal seria a extinção do vestibular, mas, como tal objetivo ainda não pode ser alcançado, a proposta é estabelecer uma mudança gradual, deixando 50% das vagas no padrão convencional de ingresso na universidade.- 20/11/2008 -

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Alunos brigam, depredam escola e apanham da PM

Às 9h20, 30 alunos começaram, sem motivo claro, a destruir colégio-modelo da zona lesteOcupação da escola Amadeu Amaral pela PM durou 10 minutos; diretora desmaiou durante conflito entre os estudantes
Alex Almeida/Folha Imagem
Vidros quebrados na escola Amadeu Amaral, na zona leste
LAURA CAPRIGLIONELUIS KAWAGUTIDA REPORTAGEM LOCAL
FOLHA DE S.PAULO

A estudante T., de 13 anos, cursa a 7ª série da Escola Estadual Amadeu Amaral, uma das mais antigas de São Paulo. Às 9h40 de ontem, ela estava escondida na sua sala de aula, no segundo andar do prédio histórico ocupado pela escola. No corredor, uns 30 alunos destruíam carteiras e cadeiras, quebravam vidros, estouravam portas. Foi quando colegas vieram avisá-la de que sua irmãzinha, F., de dez anos, da 5ª série, estava jogada no chão de sua classe, inconsciente. "Desmaiou de medo", T. explica.A adolescente saiu correndo para socorrer a caçula. Sentiu o ardor de uma forte cacetada nas costas, desferida por uma policial militar. T. correu, assim mesmo, rumo à classe da irmã. Tomou mais duas borrachadas. No caminho, viu crianças vomitando de medo. Viu a diretora da escola, Maria Regina de Negreiros, subindo as escadas e gritando: "Não fui eu, não fui eu", em resposta às perguntas dos alunos sobre se havia sido ela que acionara a PM. Em seguida, a própria Regina desmaiou. Durou dez minutos a ocupação da escola pela PM.O confronto começou às 9h20, quando, sem motivo claro, 30 alunos começaram a destruir a escola. "Meninos embrulhavam os pulsos em camisetas para estourar os vidros com socos. Cadeiras foram arremessadas do 2º andar, depois de arrebentar as janelas", contou uma aluna da 7ª série.O quadro agravou-se porque, dez minutos depois de iniciada a depredação, duas adolescentes, uma de 15 anos e outra de 18 anos, começaram uma briga violenta de unhadas e puxões de cabelos. A rivalidade entre as duas existe desde o início do ano e piorou quando uma acusou a outra de "prostituta". Enquanto a destruição se propagava por todo o prédio, os professores, com medo, trancaram-se em uma sala de aula.Não foi a primeira vez que a Amadeu Amaral viu-se às voltas com cenas de violência. Anteontem mesmo, por causa de uma excursão a um museu, quando só uma parte dos alunos foi autorizada a participar do passeio, os excluídos abordaram a vice-diretora, Denise Mayumi Cavali, na hora da saída. Um aluno de 15 anos empurrou a professora contra o portão e xingou-a. Ela teve que pular um muro para fugir.Na segunda-feira, as aulas foram encerradas às 11h (o horário normal é às 16h), por causa de outro surto de vandalismo, vidros e cadeiras quebrados."A PM tratou os alunos como se fosse uma rebelião da Febem", diz Leandra Firmino, 34, mãe de quatro filhos, três deles alunos do Amadeu. "Aqui eles não voltam, mesmo que percam o ano." Na porta da escola, após a confusão, os jovens mostravam os machucados. L., 15, exibia sangue no peito: "Fiquei trancado em uma sala, me deram soco e golpe de cassetete. A PM falava que era ela que mandava na escola."A Folha conversou com 35 alunos presentes durante os episódios de violência de ontem, incluindo as duas garotas envolvidas na briga. Todos foram unânimes quanto ao uso de cassetetes pela PM.Fundada em 1909 no largo do Belém, bem em frente à igreja, a escola ocupa um prédio amplo, tombado pelo patrimônio histórico, mas que hoje é usado por apenas 277 alunos, atendidos por 63 professores. É uma das 500 escolas em que a Secretaria de Estado da Educação implantou o regime de turno integral. Alunos entram às 7h e saem às 16h."Isso aqui é um fracasso como escola", diz Neide Catarina Nascimento, 46, cozinheira e mãe de um aluno de 16 anos da 7ª série que "nunca passa de ano mesmo". "Todo mundo tenta transferir os filhos para outra escola, já que nesta ninguém aprende nada."Pouco depois, o aluno W., de 14 anos, conta como foi expulso da escola, há três semanas. "Eu joguei uma cadeira na coordenadora e já bati em vários professores", diz. Como a dicção do menino é precária, pede-se que ele escreva o seu nome em um papel. Ele não consegue. "Só sei copiar", diz. "Mas sou uma máquina copiadora."A sala da menina T., citada no início deste texto, começou o ano com 37 alunos -hoje só tem oito. Na classe de A., 14 anos, 8ª série, a lista de presença cita 24 alunos. Doze ainda vão. Na classe de J. e U., as brigonas da 7ª série, 24 se matricularam. Hoje, oito assistem às aulas. Segundo a Secretaria da Educação, a evasão total neste ano foi de apenas 19 alunos.

APROVADA PEC DA JUVENTUDE

Secretaria-Geral daPresidência da República Assessoria de Comunicação

Foi aprovada hoje, em segundo turno, na Câmara dos Deputados, em sessão extraordinária, a Proposta de Emenda à Constituição nº 138, de 2003, a PEC da Juventude, de autoria do deputado Sandes Junior. A Emenda foi aprovada com 382 votos e uma abstenção na forma do substitutivo da deputada Alice Portugal (PcdoB/Ba), relatora da matéria em comissão especial, que altera o artigo nº 227 da Constituição. O substitutivo assegura ao jovem prioridade em direitos como saúde, alimentação, educação, lazer, profissionalizaçã o e cultura. A matéria agora segue para tramitação no Senado, onde será também votada em dois turnos.

O texto prevê ainda que lei específica estabelecerá o Plano Nacional da Juventude e o Estatuto da Juventude garantindo o compromisso do governo com políticas públicas para os jovens de 15 a 29 anos. Segundo a relatora Alice Portugal, o Brasil tem hoje a maior geração de jovens de todos os tempos, quase 50 milhões de indivíduos que necessitam a exigir políticas inclusivas e diferenciadas.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Projeto do Senado proíbe meia-entrada nos finais de semana e feriados

Um projeto em discussão no Senado Federal pode alterar a forma como a carteirinha de estudante é utilizada atualmente para a compra de ingressos pela metade do preço. A proposta também vale para o benefício concedido às pessoas com mais de 60 anos de idade.Entre outras coisas, o texto estabelece que a meia-entrada não valerá nos cinemas em finais de semana e feriados locais ou nacionais. Para todos os outros eventos, como peças teatrais e shows, a meia-entrada não valerá de quinta-feira a sábado, se o projeto for aprovado.O projeto também tenta coibir a emissão de carteiras de estudante falsificadas, criando um documento único, padronizado, de validade nacional: a Carteira de Identificação Estudantil. Cria ainda um Conselho Nacional de Fiscalização, Controle e Regulamentação da meia-entrada e da identidade estudantil. A proposta está pronta para ser votada pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), mas a data da votação ainda não foi definida. Se passar pelo Senado, ainda será analisada pela Câmara dos Deputados.
Leia mais ....
http://gabrielmedina13completo.blogspot.com/2008/11/projeto-do-senado-probe-meia-entrada.html

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Perdemos a eleição, mas o sentimento é de vitória!

Amigos/as,
Perdemos a eleição, mas o sentimento é de vitória!
Escrevo para agradecer os 1309 votos que recebi nas eleições. Obtive uma excelente votação, mas não o suficiente para garantir uma vaga na Câmara Municipal de Araraquara.
Fiquei no 21º lugar dos/das 188 candidatos/as a vereador/a e no 5º lugar do PT.
Infelizmente, a candidatura da Edna também não foi vitoriosa e isso acarretou uma baixa nas candidaturas com identidade política e programática no PT.
Apesar da decepção da derrota, saio de cabeça erguida com um sentimento de missão cumprida e muito agradecido pelas diversas manifestações de carinho e afeto que recebi, antes e depois da eleição.
Considero que obtive uma vitória política que somente foi possível graças à solidariedade e apoio dos/as amigos/as que abraçaram a campanha e conquistaram outras pessoas para este projeto de renovação da Câmara Municipal.
Nossa campanha foi linda, ética e com presença de militantes históricos, professores, intelectuais e jovens.
Fizemos política com “P” maiúsculo sem compra de voto, sem churrascos ou banquetes, buscamos disputar consciências a partir de idéias e projetos.
Reaproximamos setores da classe média esclarecida descontentes com o PT, o que nos permite constituir um campo de reflexão crítico no Partido, fundamental para a recuperação de suas bandeiras históricas em defesa de justiça social e de uma nova cultura política, pautada na ética, na transparência e na democratização do poder.
Os sonhos não acabaram, o anseio de mudança não cessou, continuarei militando pela transformação da realidade em busca de um mundo mais humano e sustentável.
Sem dúvida, a eleição fortaleceu a Juventude do PT, o público com maior crescimento na aceitação à candidatura majoritária foi o público jovem e isso tem relação com a forte presença de nossas ações militantes nas portas de escolas e universidades e também em nossos arrastões noturnos pelos bares e baladas da cidade.
Quero também parabenizar a equipe de campanha, composta em sua maioria por jovens. Todos demonstraram compromisso, dedicação, garra e daqui para frente estaremos juntos na luta pelos direitos da juventude e por uma cidade mais democrática e livre de preconceitos.
Mais uma vez obrigado e nos encontramos nas lutas,
Um abraço,
Gabriel Medina