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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A crise de participação política da juventude

Por Gabriel Medina

A reportagem da Tribuna do dia 17/02, que apresentou o debate das juventudes partidárias, aponta para uma semelhança de avaliação entre a juventude do PSOL e a JPT, na qual, ambas, acreditam no desencantamento dos jovens com a política.
Apenas para esclarecer, a avaliação da JPT, se diferencia e muito, dos partidos ditos mais à esquerda que o PT, que atribuem o desencantamento com a política às crises do governo Lula. Uma análise consistente da falta de interesse político da juventude deve entender os fenômenos sociais, culturais, políticos e econômicos da história brasileira.
Para tanto, é necessário reconhecer que a corrupção não é privilégio das instituições políticas, mas se consolida como uma prática cotidiana nas instituições públicas e privadas brasileiras, há muitos anos, ou melhor, há séculos.(...) * Leia o artigo na íntegra - Clique aqui *.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

NOTAS PARA UMA CRÍTICA DAS POLÍTICAS DE JUVENTUDE

Erick Quintas Corrêa
Assessor de Políticas de Juventude do Município de Araraquara

O debate sobre juventude no Brasil é hoje um campo aberto, reflete a heterogeneidade de orientações e representações próprias da condição juvenil [1]. No campo das políticas públicas, ações voltadas aos jovens tem sido até o momento objeto de diferentes atores, orientadas sob perspectivas diversas e no limite, conflitantes. O conflito entre as diferentes concepções e abordagens do “juvenil” na esfera pública reside justamente na natureza conflitante dos distintos atores que formulam essas ações na sociedade.
É na década de 90 que a juventude emerge como tema e desafio à sociedade e ao Estado brasileiro, quando ganha peso na opinião-pública a preocupação social com as dificuldades e problemas enfrentados pelos jovens relacionados a processos de exclusão, principalmente em virtude da crise da Educação e do Trabalho como esferas construtoras de identidade. A explosão da violência juvenil emerge como seu sintoma mais imediato.
A juventude não deve mais ser tomada como assunto de Justiça, de Segurança Pública. A juventude deve passar de justificativa da ação pública para controle da violência à condição de sujeito da ação pública. (...)
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

As Políticas de Juventude: comparações e diferenças

Gabriel Medina
Finalmente, percebe-se um enorme avanço na discussão de juventude do país, organizações não governamentais, movimentos sociais e universidades têm formulado pesquisas, elaborado seminários e defendido o desenvolvimento de políticas públicas no campo da juventude, faixa etária definida entre os 15 e os 29 anos.
Entretanto, cabe diferenciar esforços empreendidos pelos governos, suas distintas orientações e realizações concretas nesta área. Embora a pauta da juventude tenha aparecido com maior força na década de 90 a partir do avanço do neoliberalismo e da crise do emprego formal que atacaram a juventude acentuadamente, respostas efetivas por parte do Estado só apareceram a partir de 2001, com a vitória do governo democrático e popular do presidente Lula.(...)
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Sobre jovens e participação política em Araraquara.

Erick Corrêa
Gabriel Medina
Coordenadores do Mapa Municipal da Juventude.

É com muito entusiasmo que acompanhamos o Editorial de domingo (26/08/2007) da Tribuna que tematiza a participação política do jovem na cidade. A juventude tem se tornado pauta constante na mídia, tem sido o foco de muitas matérias que, a grosso modo, associam este período da vida à ponta dos problemas sociais. O acento dado ao envolvimento de jovens com as drogas, o crime, a violência urbana, descolado de uma compreensão acerca das dificuldades e novas necessidades que eles enfrentam em seu cotidiano, contribui para a formatação de uma imagem negativa da juventude, apresentando-a como um risco para a sociedade (imediato ou potencial).
Absolutamente, reforçar a imagem do jovem-problema não faz parte dos objetivos traçados pelos organizadores do Mapa da Juventude, cujo diagnóstico das condições objetivas de vida do jovem em Araraquara subsidiará a elaboração do Plano Municipal da Juventude, plataforma básica para a elaboração democrática de políticas públicas que envolvam a participação da própria juventude em todas as fases de sua construção. Tematizar a participação política dos jovens na cidade é crucial para que possamos fazer uma reflexão profunda sobre o tema, de resgate e contextualização histórica, que busque compreender a complexidade das condições de vida da juventude, suas inúmeras formas de se colocar e relacionar com o mundo.(...)
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Concepções sobre a terminologia juventude

Gabriel Medina

De forma expressiva na última década, os jovens começam a buscar formas alternativas de organização e de expressão diante de um conjunto de necessidades, fruto dos problemas decorrentes do processo de exclusão que atingem a juventude cada vez mais e de forma insustentável.
Há no conjunto da sociedade uma construção conceitual a respeito deste período da vida, influenciado pelas produções acadêmicas sobre o tema, que em sua maioria naturalizam a condição juvenil, vista como um período problemático, no qual se manifestam comportamentos de risco e atitudes anti-sociais e ou uma parte da vida onde possa se fazer tudo, um certo fetichismo da condição juvenil, o que decorre desta interpretação é a pouca valorização de projetos, iniciativa e do empreendedorismo das juventudes.
Em função deste imaginário social construído, as políticas de juventude desenvolvidas nas últimas décadas têm as seguintes características:
a) são voltadas a contenção social, ao controle, com forte viés voltada a segurança pública;
b) a juventude deve ter sua socialização em ambientes voltados a adequação destes jovens as instituições do mundo adulto;
c) a políticas foram em sua maioria formuladas e executadas por técnicos, o que elimina a identificação destes jovens com a política pública e também elimina o protagonismo dos mesmos; (...)
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“Drogas e Juventude: uma questão com diferentes olhares e formas de ser enfrentada”

Erick Corrêa
Gabriel Medina
Gabriela Palombo
Organizadores do Mapa Municipal da Juventude

O ponto de partida dessa discussão, acreditamos, são as causas (contextos ou situações) que levam os jovens ao uso de drogas, que não são únicas e fáceis de serem identificadas em nossa sociedade. Uma análise social do “problema” deve considerar as enormes dificuldades que assolam grande parte da juventude brasileira, reflexo da crise de instituições construtoras de identidade como a família, a escola e o trabalho. Os “problemas” de saúde da juventude devem ser vistos como expressão de sua vulnerabilidade frente às dificuldades experimentadas em seu cotidiano. Vale ressaltar que esse contexto gera uma angústia e um sofrimento à nossa juventude que a geração precedente não experimentou com a mesma intensidade. (...)
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As Políticas Públicas de Cultura e a Juventude

Gabriel Medina
Segundo o dicionário Aurélio, cultura é o complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e doutros valores espirituais e materiais transmitidos coletivamente e característicos de uma sociedade; civilização.
Pode também ser compreendida como a produção de signos e símbolos da humanidade, é através dela que o ser humano expressa sua criatividade, seu potencial e transforma a realidade.
Muitas vezes se compreende a cultura apenas como as produções artísticas, mas a cultura é muito mais ampla, está presente na arquitetura, na culinária
, na moda, na literatura e nas formas de relacionamento e sociabilidade.
A juventude vem sendo alvo de um intenso bombardeamento cultural cooptado pelo capital, expresso pelo estímulo ao consumo propagados pelos veículos de comunicação e pelo marketing. Um forte instrumento de dominação e aprisionamento de subjetividades, constituídas de forma isolada e fragmentada. (...) * Leia o artigo na íntegra - Clique aqui *.